sábado, 24 de agosto de 2013

Aula de Matemática para o quinto ano

Como surgiram os números?

Os números estão tão presentes em nossa vida que nem nos damos conta disso. Mas será que sempre foi assim?
Antigamente as pessoas não tinham telefone em casa, nem haviam carros nas ruas, poucas casas tinham números e o comércio não tinha a intensidade que temos hoje. Ao passar do anos, a necessidade de saber como utilizar os números foi crescendo, e as pessoas tiveram de aprender a usá-los.  Contaremos a seguinte história para que eles entendam esse processo:
"Como os pastores controlavam as ovelhas que tinha em seu rebanho? Quando o rebanho era pequeno, era mais fácil de contar os animais... mas e quando era grande? Para não perder nenhuma ovelha, o pastor teve uma ideia: de manhã quando o rebanho saía para pastar, ele separava uma pedrinha para cada ovelha, formando um pequeno monte. No final do dia, o pastor retirava do monte uma pedra para cada ovelha que passasse. Mas como ele tinha certeza de que todas as ovelhas estavam de volta? Bom, se sobrassem pedrinhas significava que algumas ovelhas haviam se perdido, então ele saía para procurá-las. Porém, se faltassem pedrinhas, e as ovelhas continuassem aparecendo, significava que seu rebanho havia aumentado, ou algum outro havia se juntado ao seu."

Recursos para contar
Outras formas utilizadas para contar eram: contar os dedos das mãos, dar nós em cordas, fazer riscos em madeiras, etc.

    Conceito de número
    Foi contando objetos com outros objetos que a humanidade começou a construir o conceito de número. Para o homem primitivo o número cinco, por exemplo, sempre estaria ligado a alguma coisa concreta: cinco dedos, cinco peixes, cinco bastões, cinco animais, e assim por diante.  A ideia de contagem estava relacionada com os dedos da mão.  Assim, ao contar as ovelhas, o pastor separava as pedras em grupos de cinco.  Do mesmo modo os caçadores contavam os animais abatidos, traçando riscos na madeira ou fazendo nós em uma corda, também de cinco em cinco. 
    Conhecendo os números de outros povos da antiguidade
    O povo egípcio criou um sistema para escrever números baseado em agrupamentos: 


    OU


    O povo romano inventou esses: 




    Outros povos: 



    Algumas atividades relacionadas aos números: 

    Sabemos que o professor não é o que constrói o conceito, e sim aquele que é mediador, pois ajudará o aluno a construí-lo.
    A construção e compreensão conceito matemático passa por fases, uma delas é utilizar como ferramenta um contexto bem definido, ser abordado como algo que ajuda a resolver problema. 
    Com isso o educador deve apresentar o uso de atividades de classificação, seriação e ordenação de quantidade. Com essas atividades a criança vai abstrair características  comuns que ajudarão nesta conclusão.
    Para o trabalho continuar surtindo efeito é necessário que as atividades apresentadas tenham um aumento crescente no nível de dificuldade. Portanto, com isso estimulando o raciocínio lógico-matemático.
    Também devem ser utilizados materiais como bolas, palitos, fichas.
    Para o professor entender as diferentes etapas de desenvolvimento da criança, sua forma de pensar, e consequentemente planejar sua intervenção, para auxiliar e encorajar seu aluno no desenvolvimento de seu raciocínio na construção do conceito de número, ele precisa conhecer como se processam essas etapas de desenvolvimento.
    Algumas noções básicas sobre as estruturas lógicas elementares e aquisição dessas relações construídas pelas crianças, em sua interação com os objetos da sua realidade são: classificação, observação e seriação.

    Com a aquisição dessas noções, a criança passa a pensar e levanta hipóteses. O professor deverá criar oportunidades para a criança pensar ativamente, coordenando para estabelecer as relações, estimulando o  seu desenvolvimento dessas estruturas lógicas.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Sarau

Nesta atividade as crianças escolhem um livro, leem, e fazem uma breve apresentação diante da sala sobre o tema, personagens e mensagem passada.

Artes

A atividade proposta é pedir para que os alunos do 3º e 4º ano, façam suas caricaturas e depois o professor expõem na sala em forma de varal.

Filmes




Filmes para trabalhar em sala de aula são um grande recurso para apresentar ou aprofundar temas. A seguir, alguns filmes:

Matemática (2º e 3º ano)

Donald no País da Matemágica: é uma viagem em um mundo de fantasia onde as árvores têm raízes quadradas. Disney usa a animação para explicar o pentagrama que contém a regra de ouro e, baseado nele, explica a relação de proporção do retângulo de ouro, que representava para os gregos a lei da beleza matemática. Esse filme mostra o quanto os números são encantadores.
O objetivo da atividade é resolver problemas utilizando as relações entre as figuras geométricas.


Português (3º e 4º ano)

Matilda: Matilda é uma menina brilhante, curiosa e apaixonada pelos livros, mas sofre com o descaso de seus pais, que chegam ao ponto de esquecer de matriculá-la na escola. Quando começa a estudar encontra uma ótima e atenciosa professora que transformam os dias da garotinha.
O objetivo da atividade é observar como é a adaptação de um livro para que se transforme em filme.



História (4º e 5º ano)

Carlota Joaquina: fugindo de Napoleão Bonaparte, a corte portuguesa se mudou para o Rio de Janeiro em 1808, trazendo consigo a esposa de dom João XVI e princesa do Brasil Carlota Joaquina de Bourbon.
O objetivo da atividade é fazer a contraposição entre o Brasil Colônia e como o cinema retrata-o.




Aula-fora

A Aula fora que planejei foi levar os alunos ao Museu de Língua Portuguesa, em São Paulo, pois além de ser um ambiente interativo é bem educativo. Com várias exposições, posso transmitir um maior conhecimento aos alunos. 



Entrevista com Edna Martins


Entrevista com Edna Martins, coordenadora de Ensino Fundamental do Ministério da Educação.

Reportagem Ensino Fundamental


Reportagem Ensino Fundamental



A qualidade do ensino fundamental melhorou, no Brasil, entre os anos de 2009 e 2011, mas, no mesmo período, não houve evolução no ensino médio. O Ideb, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, avalia alunos das redes pública e privada.

O índice é calculado a partir das notas dos alunos em avaliações nacionais, como a Prova Brasil, e a taxa de aprovação dos estudantes. Vai de zero a dez e serve para comparar, a cada dois anos, o que acontece dentro das salas de aula, desde o ensino fundamental até o ensino médio.

Em 2011, o índice do 1° ao 5° ano melhorou. Ficou em 5 e a meta estipulada pelo governo era de 4,6, a mesma nota alcançada em 2009. A maioria dos alunos matriculados nessa etapa está em escolas municipais. Mais de 77% dos municípios alcançaram ou superaram a meta.

No Ceará, Minas Gerais e Acre, o número passa de 90%, mas no estado do Rio de Janeiro, nem a metade dos municípios chegou ao objetivo do MEC.

Do 6° ao 9° ano, a meta também foi ultrapassada. A nota ficou em 5,1. Em 2009, foi 4, mas sete estados não conseguiram tirar 3,9. Entre eles Rondônia, Roraima, Pará, Amapá, Sergipe e Espírito Santo.

O ensino médio, que tradicionalmente tem problemas de qualidade, ficou na meta do MEC, com 3,7 pontos. Mas isso não é motivo de comemoração, pelo contrário. Muitos estados praticamente andaram para trás, porque tiveram um desempenho pior do que o do índice de 2009. São eles: Acre, Pará, Maranhão, Paraíba, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul.

Para o professor da UnB Remi Castioni, um dos problemas está no modelo de ensino médio que existe hoje no Brasil.

“É onde o jovem recebe uma concentração de conteúdos alta, muito alta que tem um único objetivo de prepará-lo para o vestibular, então é preciso também mudar, modificar o aspecto para que serve afinal o ensino médio no Brasil”.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, reconhece as dificuldades nessa etapa de ensino e diz que o governo estuda algumas mudanças.

“Melhorando a qualidade das aulas, estimulando o ensino técnico profissionalizante e avançando na escola tempo integral nós acreditamos que teremos resultados cada vez melhores para o ensino médio”.

As escolas particulares foram avaliadas por amostragem. Em nenhuma das etapas elas atingiram as metas estabelecidas, mas o governo reconheceu que continuam tendo um ensino melhor do que as públicas.